Com sangue
Com chuva
Ou orvalho
Com sémen
Com vinho
Com neve
Com choro
Os poemas
Costumam
Ser
Papel molhado
- Mario Benedetti
(tradução de Miguel Martins)
- Mario Benedetti
(tradução de Miguel Martins)
- Paul Simon
(tradução de Miguel Martins)
- João Miguel Fernandes Jorge
- Sebastião Alba
- Sebastião Alba
Home is where one starts from. As we grow older
the world becomes stranger, the pattern more complicated
Of dead and living. Not the intense moment
Isolated, with no before and after,
But a lifetime burning in every moment
And not the lifetime of one man only
But of old stones that cannot be deciphered.
There is a time for the evening under starlight,
A time for the evening under lamplight
(The evening with the photograph album).
Love is most nearly itself
When here and now cease to matter.
Old men ought to be explorers
Here or there does not matter
We must be still and still moving
Into another intensity
For a further union, a deeper communion
Through the dark cold and the empty desolation,
The wave cry, the wind cry, the vast waters
Of the petrel and the porpoise. In my end is my beginning.
- T.S. Eliot
- João Almeida
Glória e Eternidade, Teatro de Vila Real, 2009
Um livro cada domingo. Desta vez não é livro, é revista, criatura de seu nome. Chegou em Abril ao número 3, facto de assinalar em tempo de rarefacção de poesia. Ao contrário dos poetas revelados nos anos 1990 (entre outros: Ana Luísa Amaral, Fernando Pinto do Amaral, Luís Quintais, Manuel de Freitas, Pedro Mexia e Rui Pires Cabral), que puderam contar com editores abertos às suas propostas, jornalismo cultural atento, uma bateria de críticos da mesma geração e cumplicidades institucionais de vária índole, os que chegam agora têm de seguir o protocolo de regra: publicações artesanais fora do circuito dominante, edições de autor, visibilidade restrita a círculos de iniciados. Não tem mal que assim seja. O tempo se encarregará de fixar os melhores. A nova revista é disso exemplo. Organizada pelo Núcleo Autónomo Calíope da Faculdade de Direito de Lisboa, com o apoio da Associação Académica, criatura é dirigida por Ana M. P. Antunes, David Teles Pereira e Diogo Vaz Pinto. Além de portugueses, a revista publica autores de expressão ibérica, que neste número são dois: Ben Clark (Ibiza, 1984) e Elena Medel (Córdoba, 1985). Sobre os portugueses, nenhuma referência de natureza biobibliográfica. Têm 20 anos? Têm 50? (Um deles anda lá perto.) Isto não é mania. Como é que podemos, com propriedade, falar de uma revista de novos, se nada o garante? Podemos ir por aproximação ou presunção, mas não chega. A uma primeira leitura, diria que Cláudia Santos Silva apresenta (em particular do ponto de vista formal) o discurso mais consistente. E que os poemas de David Teles Pereira [ex: 1.LX] e Diogo Vaz Pinto, [ex: “No metro, em pé, ainda a acordar no abafo subterrâneo”] no largo fôlego dos respectivos enunciados, podem vir a ser grandes poemas no dia em que os autores forem capazes de os limar. A ideia da prosa dos versos é tentadora... mas não cai do céu. Isto dito, sublinhar o óbvio: o mais difícil, que é começar, está feito.- Eduardo Pitta
- Ó formiga operosa,
julgas-te mais do que a cigarra?
- Alexandre,
assim é que ensinam nas escolas...
Neste país do monólogo,
do fala-só, muitos poucos
conversatam uns co’os outros,
e é sempre uma conversata
triste e chata,
um não-ter-que-dizer que não se esgota
senão em palavras pela boca fora.
- Esse chapéu-de-ir-aos-bancos,
vai-lhe, Dr., a matar
no intérmino labor de falazar.
- Impertinente poetrasto,
a que dislate se atreveu?
Não tens onde cair morto,
És da sinistra e ateu...
- Dr., já cá não está quem falou- Alexandre O'Neill
You want me?
Fucking well come and find me
I'll be waiting
With a gun and a pack of sandwiches
And nothing
Nothing
- Bénédicte Houart
Aluimentos, Cotovia, 2009
- João Miguel Fernandes Jorge
- Miguel-Manso
- Jordi Virallonga
- Fernando Pinto do Amaral
- Vítor Nogueira
- Fernando Assis Pacheco
… Compreendi então que nunca mais a poderia deixar
quando me beijou pela primeira vez e
a sua boca sabia a esperma ainda fresco
Jorge Sousa Braga
- Lawrence Ferlinghetti
- A. M. Pires Cabral
ARADO, Cotovia, 2009
- A. M. Pires Cabral
ARADO, Cotovia, 2009
- Pablo García Casado
- Alexandre O'Neill
- Vítor Nogueira
- João Miguel Fernandes Jorge
- Lawrence Ferlinghetti
- Fernando Pinto do Amaral

«For you
I will be a doctor jew
and search
in all garbage cans
for foreskins
to sew back again»
- Leonard Cohen
Leonard Cohen
- Vítor Nogueira
(Mais um berro para contentar os que naAh! este silêncio que me persegueminha Poesia só amam a Musa dos Gritos.)
- José Gomes Ferreira
- José Miguel Silva
- João Miguel Fernandes Jorge
- Alexandre O'Neill
A POESIA PORTUGUESA: DOS ANOS 90 À REVISTA "CRIATURA"
Conferencistas:
José Mário Silva (Crítico do Expresso)
António Carlos Cortez (Crítico do Jornal de Letras)
Uma conversa informal sobre as últimas tendências na poesia portuguesa actual, percorrendo diversos trilhos, desde os anos 90 às mais recentes publicações, das mais diversas editoras e revistas. O que se pretende é dar a conhecer ao público leitor de poesia nomes, obras, poemas que nem sempre têm merecido a atenção da crítica especializada. Com presença de alguns dos autores, serão lidos e pensados os textos dos poetas "novíssimos". Reflectir sobre o que é a poesia em geral, eis um primeiro objectivo. Sobre o que é a poesia dos mais novos, eis uma interrogação para a qual José Mário Silva e António Carlos Cortez tentarão encontrar respostas. Provisórias, claro.
Poetas a comentar: Miguel-Manso (1979), Andreia Faria (1984), Paulo Tavares (1977), Joel Henriques (1979), Fernando Eduardo Carita (1961), David Teles Pereira, Hugo Roque e Sérgio Lavos, poetas reunidos em torno da revista "Criatura".
Casa Fernando Pessoa, dia 24 de Abril, pelas 18h30
- João Miguel Fernandes Jorge
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-Lisboa
Alexandria (Calçada do Combro)
Artes e Letras Lda (Largo da Trindade)
Assírio & Alvim (Rua Passos Manuel)
Book House (Saldanha)
Bulhosa (Campo de Ourique)
Guimarães (B.N. - Entrecampos)
Letra Livre (Calçada do Combro)
Poesia Incompleta (Príncipe Real)
Portugal (Chiado)
Pó dos Livros (Av. Marquês de Tomar)
Sá da Costa (Chiado)
Trama (Rato)
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- Allen Ginsberg
(tradução de Miguel Martins)
- Nuno Moura
- Miguel-Manso
- Fernando Pinto do Amaral
- Ferreira Gullar
- Jorge Sousa Braga
- e.e. cummings
- Jorge Sousa Braga
- Bénédicte Houart
- Alexandre O'Neill
- João Miguel Fernandes Jorge
- João Miguel Fernandes Jorge
- João Miguel Fernandes Jorge
- Tiago Araújo
- Vítor Nogueira
- António Franco Alexandre
- Raymond Carver
(tradução de LP)
- Renata Correia Botelho
- Alexandre O'Neill
- Vítor Nogueira
- Fernando Pinto do Amaral
- Jordi Virallonga