![[Devoured_By_The_Sea.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiy7t-ExTPA971SXNIKKQWaFIERGLOMM3z_JQckMr72pr5iUOojWy6rpfZGJRey7GtUQw386j8lxAotm0rfgbDz9I_TLX2QyFyL6o7juvH_U2gq7hDZ_GRffHVeZYYEt3guz6md/s1600/Devoured_By_The_Sea.jpg)
todo o santo dia bateram à porta. não abri, não me apetece ver pessoas, ninguém.
escrevi muito, de tarde e pela noite dentro.
curiosamente, hoje, ouve-se o mar como se estivesse dentro de casa. o vento deve estar de feição. a ressonância das vagas contra os rochedos sobressalta-me. desconfio que se disser mar em voz alta, o mar entra pela janela.
sou um homem privilegiado, ouço o mar ao entardecer. que mais posso desejar? e no entanto, não estou alegre nem apaixonado. nem me parece que esteja feliz. escrevo com um único fim: salvar o dia.
- Al Berto
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