domingo, junho 03, 2007

O meu novo preferido

Eu exagero. Quando gosto de uma coisa gosto dela. Quando gosto de uma coisa gosto só dela, não descanso enquanto não a toco e estimo no seu peso e medida. Quando encontro uma coisa nova da qual posso gostar eu sinto-me contente como se alguma coisa tivesse sido entregue aos meus cuidados. É como se ganhasse uma qualidade qualquer de responsável... Não sei se isto faz sentido mas sinto a importância, sinto que aquele momento de alguma forma se afirma e se eleva em relação aos restantes.
Estou sempre a reclamar pela minha sensação de insatisfação porque eu realmente já me senti profundamente satisfeito e lembro-me bem disso. Acontece de quando em quando. Nem sequer é muito raro. Sou um jovem com sorte.
Descobri esta poetisa, a senhora Anne Sexton...
Nunca antes tinha lido um poeta que me tivesse capturado sucessivamente como ela o faz. Finalmente descobri alguém que parece partilhar a minha necessidade e relação com a poética... Estou encantado.
Tenho-me enjoado da poesia burocrática que tenho sido obrigado a tomar para descobrir novas ideias e alguns poemas escondidos que acabam por fazer valer o esforço. Mas finalmente de uma só assentada, sem esforço nenhum, encontrei uma poesia fresca, real, sentida, sincera, poderosa, feminina, bela... Até que enfim.
Agora vou ler o que há para ler até não poder gostar mais.

O mais importante é que descobri o meu novo preferido. E é sempre assim - um dia quase por acaso, quase por acidente, acontece. Graças a Deus.

2 comentários:

elouise disse...

Não podias passar a seguir ao original, a tradução?

Diogo Vaz Pinto disse...

não sei se o consigo fazer com um nível de mínima qualidade e não é fácil encontrar estes poemas traduzidos, por isso infelizmente não devo poder publicar aqui as traduções...