O dia abre a mão
Três nuvens
E estas poucas palavras
*
Na alba busca o seu nome o que nasce
Sobre os troncos sonolentos cintila a luz
Galopam as montanhas na orla do mar
O sol entra nas águas com esporas
A pedra lança-se e rompe claridades
O mar obstina-se e cresce ao pé do horizonte
Terra confusa iminência de escultura
O mundo ergue a face ainda nua
Pedra polida e lisa para gravar um cântico
A luz abre o seu leque de nomes
Há um começo de hino como uma árvore
Há o vento e nomes embevecidos no vento
- Octavio Paz
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