vulcão que sou seleccionado em suaves
jogos de luzes que se chamam versos
em linhas curvas que parecem rectas
São ecos loucos de festas perdidas
músicas dos meus mais perversos bailes
quando perco os pés em universos
regidos por orquestras endoidecidas
Meu jazz é de fantasma e de andaluz
Meus queixumes rimados são atrozes
Rimo vida com morte e minha alma zumbe
Trago comigo minhas trombetas e vozes
meus lápis molhados na luz
para escrever sonetos no túmulo
- Carlos Edmundo de Ory
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