sexta-feira, agosto 31, 2007

sic


às vezes passo por cá de visita e perante o excesso de letras e a falta de imagens sinto-me enjoado e tenho vontade de ir fazer outra coisa. ler sempre obriga a uma disposição para mergulhar nesse mundo demasiado mental, talvez por isso se explique o sucesso febril da televisão com o seu choque de cores e sons estridentes - encomendada para os reclusos acamados.
não sei o que mudou, nem sei se alguma coisa mudou - bem é evidente que as coisas estão um pouco diferentes mas ainda ninguém se queixou e enquanto ninguém aparece para levantar qualquer coisa perdida vamos com a corrente. a poesia faz-nos perder target neste círculo de ligações que fazem por oferecer o fast food da informação e do entertenimento por escrito. o sucesso dos vápidos comentários e sobretudo desse género de estórinhas cheias de pseudualidades acabam por nos deixar a todos quase convencidos de que estamos alegremente sentados num café cheio de gente mas sem um ambiente ou uma tonalidade comum. o pior é que não há empregados, ninguém nos serve um café, nem álcool ou um prego, nada. de uma forma ou de outra nos momentâneos colapsos destas nossas distracções acabamos por estar realmente muito sós inclinados sobre um inexpressivo computador.

3 comentários:

Sara F. Costa disse...

Ler um bom poema nunca me faz sentir só!

Diogo Vaz Pinto disse...

e um mau já faz?

Sara F. Costa disse...

um mau já faz um bocadinho, sim...