Que senhor das noites, que guerreiros, que ausências,
que silêncio crescido num segredo como os galhos e
as catedrais
quando a música de março tem a verdade a seus pés.
Que estações onde nada há e nenhum mensageiro recorda
aquela música longínqua, aqueles olhos que brilham na
obscuridade
como dois animais vivos.
Sobre a névoa, então, propaga-se o seu pensamento
e relações e analogias reluziam semelhantes a peixes,
lembranças refulgindo sobre o dorso do mar, esquivos
passinhos da memória, então – os últimos
sentimentos, negros como a sombra na adega,
sabem-se todavia mal interpretados – que astrolábio
e que bússola, que vento do noroeste
para o sombrio capitão Elphistone, para o seu olhar
quando saúda as constelações, o Pastor e as
Cabras
contra o incêndio das tempestades
ou se encolhe definitivamente ao frio como um osso.
- Blanca Andreu
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