É tão fácil esquecer as asneiras que dizemos. Normalmente o que nos sai da boca é tão gratuito, tão leve, tão suportável devido à ebulição quase imediata dessas palavras irresponsáveis... Mas escrever, escrever é uma forma de exteriorizar as nossas impressões que exige alguma responsabilidade, é uma luta ininterrupta contra a vergonha. É preciso falta de vergonha quando queremos fixar importâncias com palavras que poderão ser lidas muito depois, quando as nossas feridas já tiverem sarado. Nesse momento alguns exageros pagam-se caro, acabamos por ter vergonha de mostrar as cicatrizes que ganhámos.
Neste preciso momento estou a sofrer a vergonha de uma coisa que escrevi e que quis reler mais uma vez para me martirizar. É uma coisa que não consigo apagar e está tão disponível, tão próxima que ao escrever o meu nome ela grita-me... Normalmente contorno-a mas outras vezes forço-me a ler essas palavras que me lembro de ter escrito mas que já não são minhas. Faço-o umas vezes para exercitar a capacidade de me esconder de mim mesmo, outras para procurar absolvição e tentar libertar-me do que escrevi, mas na maioria das vezes estou apenas a castigar-me.
Sou tão estúpido que dói... e fui já tão estúpido que tenho medo daquilo que posso estar a fazer agora. Escrevi palavras que não se evaporam e que vão ficar comigo para sempre e obrigar-me a pedir desculpas demasiadas vezes. Digo a mim mesmo que saber isso é reconhecer o preço que pagamos por querermos gravar as nossas palavras. Eu pago esse preço às prestações e só assim é que consigo escrever quase todos os dias.
Mais uma vez, desculpa-me.
Neste preciso momento estou a sofrer a vergonha de uma coisa que escrevi e que quis reler mais uma vez para me martirizar. É uma coisa que não consigo apagar e está tão disponível, tão próxima que ao escrever o meu nome ela grita-me... Normalmente contorno-a mas outras vezes forço-me a ler essas palavras que me lembro de ter escrito mas que já não são minhas. Faço-o umas vezes para exercitar a capacidade de me esconder de mim mesmo, outras para procurar absolvição e tentar libertar-me do que escrevi, mas na maioria das vezes estou apenas a castigar-me.
Sou tão estúpido que dói... e fui já tão estúpido que tenho medo daquilo que posso estar a fazer agora. Escrevi palavras que não se evaporam e que vão ficar comigo para sempre e obrigar-me a pedir desculpas demasiadas vezes. Digo a mim mesmo que saber isso é reconhecer o preço que pagamos por querermos gravar as nossas palavras. Eu pago esse preço às prestações e só assim é que consigo escrever quase todos os dias.
Mais uma vez, desculpa-me.
1 comentário:
interessante e marcante reflexan.
E o que fazer perante o risco-seguro quase- de repudiarmos amnhan o que acabamos de escrever?
A humanidade avan(s)a mais com o reconhecimento e tentativa de corre(s)an posterior dos erros que cada um comete do que a partir dos sucessos que todos reconhecem
ABRA(s)O
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