
Eu quero um pouco de verdade, não preciso de um mundo inteiro de verdade mas só um pouco. Não me atreveria a desejar verdade demais, eu próprio preciso muito de te mentir até porque prefiro dizer-te a verdade como se te mentisse. Assim como não quero que descubras logo os sentidos todos onde me perco para te orientar. Sabes que debaixo da mesa a tua mão rasando a minha às vezes dá-me a sensação de que tens medo, como se o fizesses sem saberes ao certo porquê, como se fosse um descuido. Não preciso que me puxes a mão ou me enfies um anel no dedo mas ao menos um olhar... ahh e se não for pedir muito uma troca de silêncios... isso para mim é essencial.
Já que estou numa de confissões também te digo que gostava mais que não estivesse tudo bem porque isso mata a conversa mesmo antes de começarmos... Está tudo bem? Como pode estar tudo bem? Comigo não está... Ora aí tens um bom princípio de conversa. Não queres puxar o fio para ver o que desenrolas do meu novelo?
As minhas mãos nos bolsos (acredita) não são um bom sinal. Ainda me lembro de uma pessoa que as tirou de lá. É preciso coragem, eu sei, mas nada vale a pena sem coragem. Vontade, uma vontade sempre acesa também resulta.
Quero um pouco de verdade só assim consegues comprar todas as minhas mentiras e acredita que tenho mentiras suficientes para afundar navios ou ressuscitar pássaros mortos, é tudo uma questão do lado para onde queres ver-me escorregar. Só preciso de um pouco de verdade, tudo parte daí. Não é possível mentir bem se não partimos de um lugar sincero. Mentir bem é não dar importância às coisas pequenas desde que em vista se mantenham as invulgares certezas que fazem de nós gente confiante. Eu não te prometo nada, mas posso mentir-te tanto que chegues ao ponto de fazer de cada mentira a tua ponte invisível para o teu próximo chão de verdade.
Já que estou numa de confissões também te digo que gostava mais que não estivesse tudo bem porque isso mata a conversa mesmo antes de começarmos... Está tudo bem? Como pode estar tudo bem? Comigo não está... Ora aí tens um bom princípio de conversa. Não queres puxar o fio para ver o que desenrolas do meu novelo?
As minhas mãos nos bolsos (acredita) não são um bom sinal. Ainda me lembro de uma pessoa que as tirou de lá. É preciso coragem, eu sei, mas nada vale a pena sem coragem. Vontade, uma vontade sempre acesa também resulta.
Quero um pouco de verdade só assim consegues comprar todas as minhas mentiras e acredita que tenho mentiras suficientes para afundar navios ou ressuscitar pássaros mortos, é tudo uma questão do lado para onde queres ver-me escorregar. Só preciso de um pouco de verdade, tudo parte daí. Não é possível mentir bem se não partimos de um lugar sincero. Mentir bem é não dar importância às coisas pequenas desde que em vista se mantenham as invulgares certezas que fazem de nós gente confiante. Eu não te prometo nada, mas posso mentir-te tanto que chegues ao ponto de fazer de cada mentira a tua ponte invisível para o teu próximo chão de verdade.
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