A cada doloroso domingo pesamo-nos e fitamos no espelho
o fantasma e a sua expressão cada vez mais estranha
sentimos a doença da inevitabilidade de que sofremos
e apalpamos os tumores que não podemos confessar
por medo que sintam pena de nós. esse medo
desenha-se na cara denegrindo-a
com códigos rugosos que escondem
a nossa identidade e afundam
cada vez mais os nossos olhos
nas paisagens perdidas lançadas
para longe das nossas possibilidades.
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