«… Chinteya, uma rapariga de 4 anos, assustada chorava. Um soldado, simulando compaixão, aproxima-se e, acariciando a criança, pergunta-lhe se está com fome. Sem porém esperar a resposta, continua «Toma o biberão». E metendo à força o cano duma arma pela boca da criança, diz: «Chupa». E dispara. A criança cai com um rombo na nuca. Não foi Chinteya a única vítima tratada assim, várias outras tiveram a mesma sorte.»
in Relatório dos Padres da Missão de S. Pedro sobre os massacres de Tete em 16-19 de Dezembro de 1972. Extracto de MASSACRES DA GUERRA COLONIAL, Edições Ulmeiro, Lisboa.
Qual é a pergunta que queres fazer?
vá lá, qual é a pergunta que queres fazer
depois das coisas que já sabes
será que ainda ao menos franzes a testa
será que abanas a cabeça como dizendo
um não que nunca realmente se chega a ouvir
vá lá, alguma censura deves fazer ao mundo
mas se não queres fazer nenhuma pergunta
será que já encontraste uma explicação?
Sinceramente,
se entendes uma coisa destas,
se não tens nenhuma pergunta
o que é que o mundo pode esperar de ti?
in Relatório dos Padres da Missão de S. Pedro sobre os massacres de Tete em 16-19 de Dezembro de 1972. Extracto de MASSACRES DA GUERRA COLONIAL, Edições Ulmeiro, Lisboa.
Qual é a pergunta que queres fazer?
vá lá, qual é a pergunta que queres fazer
depois das coisas que já sabes
será que ainda ao menos franzes a testa
será que abanas a cabeça como dizendo
um não que nunca realmente se chega a ouvir
vá lá, alguma censura deves fazer ao mundo
mas se não queres fazer nenhuma pergunta
será que já encontraste uma explicação?
Sinceramente,
se entendes uma coisa destas,
se não tens nenhuma pergunta
o que é que o mundo pode esperar de ti?
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