terça-feira, junho 05, 2007

Insaciáveis



na casa vaga ao lado da tua
ele pernoita

enquanto patrulhas a rua
e libertas os desejos de homens
que convidas para o teu número

observa-te da única janela
e aguenta cada suspiro da noite

quer segurar a parte de ti
que resta quando eles já saciados
te abandonam

e regressam à fecundidade
das suas vidas comprometidas

finalmente sós

vens à janela e os vossos olhares
cansados cruzam-se

cada um na sua cela
os dois lado a lado
sentem-se presos

tu ao teu corpo estéril
ele à sua impotência sexual

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