
na casa vaga ao lado da tua
ele pernoita
enquanto patrulhas a rua
e libertas os desejos de homens
que convidas para o teu número
observa-te da única janela
e aguenta cada suspiro da noite
quer segurar a parte de ti
que resta quando eles já saciados
te abandonam
e regressam à fecundidade
das suas vidas comprometidas
finalmente sós
vens à janela e os vossos olhares
cansados cruzam-se
cada um na sua cela
os dois lado a lado
sentem-se presos
tu ao teu corpo estéril
ele à sua impotência sexual
Sem comentários:
Enviar um comentário