Quando a morte surge, despimo-nos
e reunimos tudo o que deixámos para trás:
a escuridão, o estrago, o contágio da vergonha.
Quando a Morte exige nós damos uma explicação,
apresentamos nus as nossas vidas aos molhos.
Repara o peso que têm, dizemos-lhe,
recusando-nos a negar aquilo que vivemos.
Tudo aquilo que está contaminado de luz
ama a luz. Nós, casmurros como a relva,
nós que titubeamos perante o sabor da seiva e queremos
os nossos espíritos purificados, não trairemos
ervas, serpentes nem éguas aleijadas.
Nunca deixes para trás aquilo em que a luz incidiu.
- Linda Gregg
(tradução de Vasco Gato)
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