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Um verde pinho está no pátio leste
Ervas e muitas prendem-lhe a beleza
O gelo queima outras espécies todas
A ele o vemos direito e alto de ramos
Pinho de floresta ninguém por ele dá
Mas solitário, o vulgo admira-o mais
Tomo a cabaça, num ramo frio penduro
Para longe deito uma e outra vez os olhos.
A vida é – fantasia ou soalho falso
Porquê atar-me a mundos de poeira?
- Tao Yuanming
(tradução de Gil de Carvalho)
in Uma Antologia da Poesia Chinesa, Assírio & Alvim
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