Coisas de desistência não direi
cá do cimo destas vigias. Os túneis
que levam à fuga preparam
a passagem dos véus em segredo.
São fantasmas iludindo a noite
e estes olhos fingindo dormir. Oiço
as cordas ao de leve na pedra,
as ordens um ao outro sussurradas,
lições de rapto num desejo
de praticar. O modo da resistência
é ficar de pé sabendo do sonho
que me diz coisas de paz
sobre o corpo passeando
nos quartos. Mostro a confiança
neste fato guerreiro, se houver
um sorriso só para mim já poderei
ter o descanso da morte.
- Helder Moura Pereira
in De novo as sombras e as calmas, Contexto
Sem comentários:
Enviar um comentário