sexta-feira, novembro 09, 2012

Festa da alma

Porque passas tão depressa
as páginas dos teus nervos?
Tudo se enche de cerimónia a cada passo contado
Tu vinhas escutar o barulho da máquina de lavar roupa
e julgavas ouvir o som da flauta de Deus
Quem assimila a máscara das horas?
O disfarce terrível da vida
Até ao último instante estivemos a dobrar
as colchas da alma

- Carlos Edmundo de Ory

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