Encerrei a porta ao mundo;
desfez-se-me a carne pelo sonho...
Fiquei, introverso, mágico, invisível,
desnudo como um cego.
Preenchido até aos limites do olhar,
por dentro me iluminei.
Trémulo, transparente,
pairei sobre o vento,
igual a um copo limpo
de água pura,
como um anjo de cristal
num espelho.
- Emilio Prados
(tradução de José Eduardo Simões)
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