terça-feira, outubro 09, 2012

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Sempre que afundo a mente em livros sérios
salvaguardo-a com um feixe de luz de aurora:
Atento nos fios, a junção,
a flor do Universo: recito,
pronta a nascer, uma imortal poesia.
Não de deuses, de altar ou livros velhos
não de flores da Grécia, repintadas
com unguento de moda, nem com rastros
de rastros, nem com lívidos despojos
se sossegará das idades mortas:
Apenas das exploradas entranhas
do Universo surgirá radiante
com a lua e as graças da Vida.
Para vencer, atacará primeiro:
E inundará de luz, como a aurora.

- José Martí
(tradução de Ricardo Marques)

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