Vísceras do ano opulento e na grande bolsa de meu corpo,
Censuro amargamente minha pobreza e meu ofício:
Tomar, dar, eis tudo, devolver o que se dá com fome,
Soprando para o céu as libras do maná através do orvalho,
O gracioso dom da conversa ricocheteia numa lança.
Elevar-se, afastar-se das riquezas humanas e gostar da morte
Que varrerá todas as moedas do alento marcado
E calculará os mistérios furtados e atraiçoados numa escuridão maligna.
Render-se agora é pesar em dobro a esse ogre perdulário.
Antigos bosques de meu sangue, arroja-os à amêndoa dos mares
Se eu me puser a queimar ou a restituir este mundo que é obra de todos os homens.
- Dylan Thomas
(tradução de Ivan Junqueira)
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