segunda-feira, agosto 13, 2012

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O homem que vai morrer
arranca de si o seu torpe animal de palavras,
seu ouropel de finitude, seu incerto
rosto.
______Converte-se
em sede de uma simples presença:
________________________informe anonimato
de água sem mar,
nudez sem pele, cegueira sem olhos.

Desse copo vazio beberá a intempérie.
E ficará saciada a crueldade da terra.

- Guillermo Boido
in
Nueva poesía argentina, Hiperión

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