quarta-feira, março 21, 2012

Liebknecht morto

O seu cadáver jaz em toda a cidade,
em todos os pátios, em todas as ruas.
Todos os quartos
estão manchados do seu sangue derramado.

Ouvem-se então sirenes de fábrica
num uivo assustador
infinitamente longo,
a gritar roucamente por sobre a cidade.

E com um lampejo
nos dentes claros
e hirtos
o seu cadáver começa
a sorrir.

- Rudolf Leonhard
(tradução de João Barrento)
in Expressionismo Alemão (Antologia Poética), Ática

Sem comentários: