De teias até essa invisibilidade onde
As dimensões da necessidade por vezes ganham
Os poços de ar, nos quais reflui a tempestade.
Mas nós somos aranhas. E com os olhos da espera
Navegamos, bem para lá do que é conhecido e da esperança,
Amaldiçoadas asas da distância, curtas como um periscópio,
Enquanto jantamos uma dieta de moscas mortas;
Negras e douradas, brutas e crédulas,
Somos essas aranhas que de si mesmas arrancaram
Teias tristes do tempo balançando contra o sol -
Quebradas por segredos que o tempo jamais dirá.
- Malcolm Lowry
Sem comentários:
Enviar um comentário