Uma vez, pelo menos
uma vez deveríamos prestar atenção,
ganhar coragem,
oferecer magnólias. E
não a quem nos ama,
antes a quem nunca dissemos
uma palavra.
É um desígnio tão claro
como a luz das seis da manhã
que, cortada em fatias,
toca de lado a parede mais escura.
No fundo trata-se
de uma questão de vida
ou morte, embora as magnólias
não sejam absolutamente
necessárias, para o efeito
pirliteiros e azedas servem até muito bem.
1 comentário:
Também me parece. O gesto a contar acima de tudo, não é? :)
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