a vacanceira lapidação da costa.
Cóios de tabopan com um deus dará
de fossas atascam em bairro de lata
e choça para fim de semana as ribas da praia.
Tractores com canis de gente
ensacam-se na linha de aldeia e mar.
Uma semi-social de democracia
com o direito de todos ao iodo
amontoa-se de taras comuns
e lirismos motorizados.
Lerda epopeia moral de famílias
e fedores nem o inverno a leva já:
cus sobre pernas grossas,
escarro a seguir à prisca,
mamalhões tapados por cores indizíveis,
barrigas e refegos arpoadores,
peles curtidas de celulite.
Esta miséria saciada e com dinheiro,
funcionária, retornada e emigrante,
compra as casas baixas e cavalga-lhes
andares servis de tintas engenheiras.
Somos todos iguais, temos todos
direito ao mesmo: ao voto neles,
à destruição do que se pode ver,
à mesquinha cavalgada dos comércios,
à indústria de ida e volta para legar
vazios, monturos, devastações.
- Joaquim Manuel Magalhães
Sem comentários:
Enviar um comentário