domingo, outubro 18, 2009

Adília Lopes

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Nos últimos dez anos os meus poemas tornaram-se mais secos, mais pobres e, ao mesmo tempo, mais exuberantes, luxuriantes e corajosos. Os meus poemas são como puzzles - cada verso, cada palavra é uma peça. Pela disposição na página e pela sua feitura cada poema é uma trança ou uma tripa. Não me contento com pouco, só me contento com tudo, com o todo. Ou, como dizia S. Francisco de Assis (cito de cor), preciso de pouco e, desse pouco, preciso de muito pouco. É o que tenho a dizer sobre estilo. De resto, os meus textos são políticos, de intervenção, cerzidos com a minha vida.
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"Sobre o meu novo livro de poemas (Setembro de 2001)", "A mulher-a-dias", in Dobra - Poesia Reunida: 1983-2007, Assírio & Alvim, Lisboa, 2009, p. 445.

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