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Horroriza-me o poder e o culto do poder. O dinheiro, o sex-appeal, a inteligência, o snobismo são as quatro faces do monstro do sucesso, do sussexo, esse tigre de papel, esse ópio do povo, de todos os povos, da burguesia e da aristocracia, da massa e da elite, das operárias e das tias, dos psiquiatras e dos carvoeiros. Antes o fracasso, o falhanço. Antes andar aos caídos que aos subidos. Meto no mesmo saco a inteligência porque a inteligência está muitas vezes ao serviço da estupidez.
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(Nota 4 ao livro "César a César", in Dobra - Poesia Reunida: 1983-2007, Assírio & Alvim, Lisboa, 2009, p. 653).
2 comentários:
Uma das nossas melhores poetas em Poesia Útil e Viva, Activa... Sensata e Abrupta, como os tempos em que vivemos não o são.
Obrigado, Diogo por este post inteligente!
Um abraço.
Degradantemente inevitável.
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