quarta-feira, dezembro 10, 2008

inclino-me sobre um rio gelado e escuro
de súbito, estrelas caem do céu
e eu corro de encontro à minha sanidade

estarei perdida mas acordo
na estrada exacta do teu sonho
tão vago como profundo

viajo agora por entre as linhas
do teu rosto, imagem fugitiva e ausente
dormes e é em ti que habito

não tenhas pressa que o tempo é lento
não tenhas medo da manhã faminta
do silêncio e das coisas inúteis

2 comentários:

Daniel Abrunheiro disse...

Peço perdão: por favor, tirar o i de caem. o poema não merece essa distracção.

. disse...

olá daniel, não tens de pedir perdão. e também não foi distracção, foi tropeção na gramática. obrigada pela tua atenção