quinta-feira, novembro 20, 2008

Pessoa inatendido

«Chuvas corridas, tristezas crescidas e venha aguardente para lavar as feridas», dizem os lisboetas de taberna. No entanto, o Pessoa, que sabe disso até de cor porque decilitrou em balcões de muita Lisboa, continua na esplanada à chuva e ainda para mais sem copo.
- José Cardoso Pires

2 comentários:

Artur Corvelo disse...

café central, tu? aqui?

mar disse...

talvez porque a chuva, apesar de incomodar, lave melhor as feridas que qualquer aguardente, típica de tabernas.

poderia colocar aqui o chuva obliqua mas não me querendo alongar deixo apenas uma passagem:

“Não sei quem me sonho…
Súbito toda a água do mar do porto é transparente
e vejo no fundo, como uma estampa enorme que lá estivesse desdobrada,
Esta paisagem toda, renque de árvore, estrada a arder em aquele porto,
E a sombra duma nau mais antiga que o porto que passa
Entre o meu sonho do porto e o meu ver esta paisagem
E chega ao pé de mim, e entra por mim dentro,
E passa para o outro lado da minha alma… “

um beijo
deste
mar.