Dickinson, Frost. Bem-vindos vós cuja fama nunca passará
da família mais chegada, e talvez um ou dois amigos intímos
reunidos depois do jantar à volta de um jarrão de rude vinho tinto...
enquanto as crianças adormecem e se queixam do barulho que fazes
ao vasculhar os armários à procura dos teus poemas antigos,
com medo que a tua mulher os tenha deitado fora na limpeza
da última primavera.
Neva, diz alguém que espreitou a noite escura e que, depois,
também se volta para ti quando te preparas para ler, de uma forma
algo teatral e uma face que cora, o longo e tortuoso poema de amor
cuja estrofe final (que não sabes) falta sem remissão.
- Charles Simic
2 comentários:
de charles simic recordo:
"Put a finger over each sunrise
it will blind you otherwise"
e, às vezes, ainda me incomodam as erratas embora saiba que são deliciosas.
quanto ao que nos deixas, diogo, pouco mais haverá a acrescentar senão um longo e demorado silêncio, até porque é de silêncio que se fazem os poemas.
Assim é, e eu que o diga, personagem deste poema Simic, digo-o com um smile.
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