![[image.jpg]](https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjezUErok9Urq47qk6a0n4m4QU8M85nG6oANNu4xWDjUrx2Co5FNqOaFjj9oykQuFhv1Sw99nol1xhscqEPFHwVJ6_WWn5caCejkAwASemFq16mIvZEjqSLfE3X9sX2vyZ8l2Pe/s1600/image.jpg)
A glória é como uma terrível catástrofe,
pior que a casa incendiada; enquanto
se abate a trave-mestra, o fragor
da destruição repercute-se cada vez mais depressa;
e tu contemplas tudo aquilo, inane
testemunha da danação.
Como uma bebedeira a glória devora
a casa da alma, revela que trabalhaste
para coisa pouca: para ela –
ah, queria que esse beijo traiçoeiro nunca tivessa
molhado a minha face: queria
fundir-me, só, para sempre, na obscuridade, na noite.- Malcolm Lowry
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