
a poesia vive debruçada
na memória das palavras
como um neto recordando
estórias que o avô contava
ninguém fica para descobrir
o final... o que interessa
não é saber como acaba
(até porque o avô morreu)
não, para nós o que importa
é outra coisa - a companhia
que em alguns dias
só estas palavras nos fazem.
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