
Eu sou este senhor.
Ele sente-se velho,
eu sinto-me novo
e estamos os dois
ainda vivos
mas não por muito tempo.
Estamos a pensar nisso
neste exacto momento
e não é uma coincidência.
Estamos num comboio
a meio do caminho
entre um lugar e outro
e na janela
contra o amarelado
esquecimento vegetal
vemos a mesma figura
fixando em nós um olhar
que ainda não reconhecemos.
1 comentário:
É verdade, lembrei-me de uma coisa. Não sei se já foi ou se ainda será, mas em qualquer caso queria desejar-te que seja um ano feliz, este que agora se te abre.
Há um problema com essa coisa da felicidade, que é tornar em regra as pessoas menos produtivas, pois então se se anda a flutuar, a não ser que seja a discutível 'felididade' prozacada.
Bom, mas só um vampiro de almas desejaria que um amigo estivesse infeliz, para que lhe pudesse ler o sumo poético. Not me.
Faço votos também que os teus amigos do blog colaborem mais.
Finalmente um nadinha de Shambhala:
"o estado ideal de tranquilidade provém da vivência da sincronização entre o corpo e a mente"
(eu sou aprendiz pecaminoso, só passo informação)
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