
Insisto em tocar-te até que te seguro
e desfaço o teu lado quimérico
com uma borracha contra o papel,
apagam-se as frases de amor inconsequente
as frases largadas sem dor, só
palavras desterradas dos lugares
onde vibram infectas de sentido.
Perdemos tanto tempo a fabricar
essa ficção do amor, mas na sua hora
ele é sucinto, acerta-nos como um golpe
no estômago, um apertão na garganta
e o coração de que tanto se fala, covarde,
parece que fugiu. O amor é um susto,
uma sova de porrada que nos agrada.
Dói por uns tempos e depois passa.
Outra dose?
Sim, por favor.
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