domingo, maio 27, 2007

da ausência

dentro de mim sempre soube:
o momento exacto da tua ausência
em que os meus olhos - espantados - entendiam
finalmente as palavras, o sentido cruel das palavras,
e como se não quisessem ainda acreditar adormeciam,
e nas palmas dos teus versos choravam, adormeciam,
choravam e adormeciam nos braços dos teus versos
nas tuas mãos de poesia antiga, nos teus dedos de silêncio

- Susana A.

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