sábado, março 03, 2007

O meu rosto


Logo pela manhã
dizem-me carrancuda a expressão
da minha face.

Escarninho não respondo.
Para quê as palavras
ante a evidência das rugas?

A esferográfica escreve
o que sinto
e explícita a face hostil
reduz a mim mesmo
a tristeza do que nos sucede.

Depois...
é só passar à maquina.

- José Craveirinha

1 comentário:

Isabel Filipe disse...

a imagem ilustra muito bem este poema deste homem da minha Terra.