sábado, março 03, 2007

O dia que não houve


Não chegou o dia
Em que o sol recusou deitar-se
Em que não quis deixar o mundo para amanhã
Ele também sonhava mas deixava-se pôr
E acabava por se apagar resignado
Encontrando a mesma noite de sempre
Aquela estragada pela inquietação dos sonhos

Nesse dia que não houve
As pessoas recusaram-se a confiar nos relógios
Porque embora sentissem o passar das horas
O sol não podia estar enganado
Assim todos ficaram em suas casas
Todos esperando a noite
Dentro dos seus pijamas
E ninguém foi dormir

Acordei inquieto
Olhei pela janela
Estava escuro
O sol dormia

2 comentários:

Anónimo disse...

Quer o poema, quer a imagem...

*****

Parabéns...
(locus)

Diogo Vaz Pinto disse...

obrigado