Se aquilo que escreves não é um magma
Cuspido por ti na hora mais sublime
Aquela em que o céu irrita o teu vulcão
E tu lhe vomitas a tua mais terrível agressão
Se tu não tens lava a queimar-te o corpo
A desesperar-te como se subitamente
Perdesses todo o teu cabelo e te visses
A apanhar um por um e a chorar
Se tu não tens medo e dor e ambição
Quando contra o papel te metes a apontar
Então o que escreves é o veneno
Das horas pobres que tens para matar
Sem comentários:
Enviar um comentário