
Claro que tudo o que é exagero entope as medidas, mesmo as medidas presunçosamente ilimitadas da vida... O demais quer dizer que vai além da medida que a coisa comporta e transbordar neste sentido é forçar a ruptura, abolir as margens e espalhar o conteúdo, dissolver o que há e ficar sem compostos.
Viver mata. Viver moderadamente mata calmamente. Viver no exagero é deixar de fazer contas e gastar-se tudo às pressas sem fazer contas ao dia incerto que virá (?) amanhã... Se não houvessem incertezas a matemática não existia, é exactamente a matemática a ciência por oposição directa à vida (seguida pelas outras ciências nossas).
Todo o trabalho do homem tem sido uma proposta de controle para estabelecer medidas de moderação e a ideia do "deixa-te ir" (prefiro a expressão inglesa - "let the chips fall where they may") é simplesmente a expressão de um facilitismo por incapacidade - abafa a tua insegurança, fecha os olhos e caso te espetes e a vida fique para trás, estavas com os olhos bem fechados e nunca tiveste que os abrir.
Viver mata. Viver moderadamente mata calmamente. Viver no exagero é deixar de fazer contas e gastar-se tudo às pressas sem fazer contas ao dia incerto que virá (?) amanhã... Se não houvessem incertezas a matemática não existia, é exactamente a matemática a ciência por oposição directa à vida (seguida pelas outras ciências nossas).
Todo o trabalho do homem tem sido uma proposta de controle para estabelecer medidas de moderação e a ideia do "deixa-te ir" (prefiro a expressão inglesa - "let the chips fall where they may") é simplesmente a expressão de um facilitismo por incapacidade - abafa a tua insegurança, fecha os olhos e caso te espetes e a vida fique para trás, estavas com os olhos bem fechados e nunca tiveste que os abrir.
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