Sei que as crianças se abandonam
aos monstros. Sei que uma depressão
nos arrasta para baixo contra a nossa
intensa vocação. Sei que um labirinto
está cheio de sangue e outro de palavras.
Sei que há sorrisos sobre os escarpados
rostos da tristeza. Colados sobre a pedra
como leves luas de papel. Há que trabalhar
no puro maquinismo da história.
Há que erguer de novo e destruir depois.
- Carlos Poças Falcão
in Arte Nenhuma (Poesia 1987-2012), Opera Omnia
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