Eu queria o mundo um jardim de esculturas,tranquilo, sons subtis adejando no espaço,libélulas pousadas nos lábios de uma ninfa,imutável e assim mantendo o coraçãoque, frágil, me coube na tômbola do acasoou nos emaranhados filamentos eléctricosda Fábrica do Tempo e de Nenhures.
Eu queria os outros pentagrama ou mandala,pontos de intersecção de linhas todas uma,um cosmos de algibeira ou ex-librisdespertando jasmins e fumos de latakia,consoante os rigores meditativosou a liberdade remoçadaem prol de um passo rápido, de um trote,rumo ao sonho hiperbólico da noite.
- Miguel Martins

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