do coração o próprio emblema
sobre o pó, também ali desenha
o vazio da sua história, sinal
de proféticos limites que se expandem
entre o cascalho da escravidão.
Glorioso é o instante
em que o amor confunde as suas fronteiras
com a vida; limite de onde o homem
circunda o fio da sua liberdade
com fugazes silhuetas opressoras,
imagem caída sobre um pouco
de terra, última forma inerte
desprendida do tempo, carnal
contorno esquivo da história.
- José Manuel Caballero Bonald
(tradução de Egito Gonçalves)
retirado daqui
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