«A noite vai cair e no céu formigará uma
poeirada de estrelas. E, como sempre, estarei à beira-mar, fumando.
Decidi não responder à última carta de Clea. Não quero dominar mais
ninguém, não quero fazer mais promessas, não quero pensar na vida em
termos de pactos, de resoluções, de contratos. Cabe a Clea interpretar o
meu silêncio consoante os seus próprios interesses e os seus próprios
desejos, de vir juntar-se a mim ou de não vir, conforme sinta, ou não,
que necessita fazê-lo. Não dependem todas as coisas da interpretação que
damos ao silêncio que nos rodeia?»
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