nesta vida única
A todas as que amava
alguma vez as matei
Uma mulher perde-se
encontra-se outra mais à frente
Há um rosto que se esquece e logo
nos enfrenta outro rosto ardente
Como os cigarros um atrás do outro
na pressa da noite consomem
cinzas e incinera-se o homem
que vive para a luz do dia
Uma espada tenho eu na mão
desde que do leito me levanto
Mas ao cair da noite não sou
o mesmo guerreiro: está o teu corpo
Corpo de mulher junto ao meu
Não sei como te chamas tu própria
Sempre entra Ela nas minhas noites
E nos meus dias atravesso os campos
- Carlos Edmundo de Ory
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