domingo, agosto 12, 2012

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a Roberto Juarroz

A cinza da vida, quieta, ilumina-se:
cria a sua própria luz, a sua própria sombra.
E nessa luz o pensamento
ganha raízes tarde demais. E nessa sombra
o coração dispersa-se como um sonho.

Luz de si, sombra de si: a vida é distante.
Ali Deus, ou o acaso, perdeu a sua inocência.

- Guillermo Boido
in
Nueva poesía argentina, Hiperión

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