como um bramido colossal, retumba
com um tremendo estrondo de batalha
que saísse de dentro de uma tumba.
Foi um pedaço de espanto que estala
ou uma convicção que se derruba,
uma moça a quem violou um canalha
e uma montada numa catacumba.
Cala com uma linguagem de vulcões,
como se um esquadrão de capitães
galopasse em cavalos de basalto.
Porque o silêncio é tão infinito
tão espantoso e grande, como um grito
que chega degolado desde o alto.
- Pablo de Rokha
(tradução de J. E. Simões)
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