terça-feira, junho 15, 2010

O servidor de sonhos
traz-nos a estante do cinema.
Há um pequeno urso com uma risca por cima
e é proibido fazer frio nos areais.
Pelo menos, é o que sentem os turistas que deambulam em diferentes pressões atmosféricas.
Coisas desiguais como ir a uma mercearia e optar por
100 gramas de açúcar ou por um grande pacote,
enquanto limpamos as migalhas de bacalhau e pedimos beijinhos,
em finais dos anos 70.

Enquanto pedimos o mundo que há-de vir
olhamos pelo espelho retrovisor.
No banco de trás,
temos compras acumuladas
sacos que vão acresentando o lixo de permanecermos numa cidade e não olharmos o rio.

Se eu pedir o frio, tenho o frio.
compro gelo que se derrete no gin
e na dor de dentes.

Ao pedir qualquer coisa, reproduzo um pouco do que tenho sido. Carrego no enter
faço chegas as palavras inúteis
num verbo de estar aqui
por entre teclas
a fingir um mundo
delicioso, doce
como o mel.

e amo, ainda por cima. Quem diria?

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