Nunca perco a noção do espaço nas cidades de cuja geografia labiríntica tomo conhecimento pelos livros: a Dublin de Joyce, a Verona de Shakespeare, a Paris de Baudelaire, a Antuérpia de Herberto Helder, etc. Na minha cidade-dormitório, porém, acabo sempre por me perder, pois não foram escritas ainda as palavras que me resgatarão destas ruas descarnadas, destes prédios estalados que vigiam rigorosamente os meus passos desde o dia em que ensaiei a minha primeira tentativa de fuga.
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