segunda-feira, maio 18, 2009

«A nova cinefilia»

Ainda a propósito do artigo de Luís Miguel Queirós, há que dizer que - pese embora o facto de se dar seguimento às deletérias declarações desse perigoso sionista, David Teles Pereira ao que parece, agora que se convencionou que uma estrela de seis pontas é pouco para definir a individualidade destes malandros -, há um aspecto que convém realçar: o fim do carácter, digamos, gregário do cinema. Se há coisa que prezo nesta vida é o indivíduo (leia-se: eu próprio), mas não fujo a um vago sentimento saudosista em relação ao tempo em que uma sala de cinema servia de ponto de encontro, de certo (irónico) modo, palco à representação em directo daquilo que se via em diferido na tela. É que, já cantava o Cleese e companhia, venho do clã dos que sabem que Every sperm is sacred; faço votos, portanto, para que todos os albinos borbulhosos em caves de subúrbio se possam lembrar disso, entre um Tarantino e último número da sequela O que para aqui vai de chicha.

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