Não que eu ache que a indústria do cinema é racista, mas à Florence Nightingale que há em mim sempre causou uma certa impressão que os indivíduos de raça negra morressem invariavelmente nos filmes de terror, fenómeno só comparável ao do nerd miope apaixonado pela gaja boa do filme ou da gaja boa e loira mas não tão boa nem tão loira quanto a protagonista sempre socorrida no final por uma reinterpretação do Lancelot moderno que anda por aí às molhadas nesse tipo de filme. Aos 17 anos, quando vi pela primeira vez este filme, tive uma sensação que só uns anos mais tarde se viria a repetir no intervalo da final da Taça Uefa entre o Sporting e o CSKA. O protagonista do filme, um tal Ben, uma espécie de Liedson do filme, vai superando todo o tipo de zombies que não o conseguem matar. Claro que no final uma espécie de Wagner Love, que neste caso se trata dum gajo absolutamente anónimo e sem sentido, espeta com um tiro nos cornos do pobre Ben porque o confundiu com um zombie. Recordo esse dia como o dia em que quase pensei que o protagonista negro do filme não ia morrer.
Obrigado José Peseir... quer dizer, George A. Romero por teres destruído as minhas ilusões.
Obrigado José Peseir... quer dizer, George A. Romero por teres destruído as minhas ilusões.

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