Não sei se alguém ainda tem vontade, ou de algum modo nutre a imatura pretensão, de crer que a escrita poderá ficar muito longe de uma certa vaidade. Se não podemos fugir de pensar, quando chegamos ao ponto de erguer uma estrutura onde se encadeie um conjunto de ideias e as expressamos, não podemos estar automaticamente a rejeitar a sua convicção (por pouco séria que seja), a tendência é, aliás, a de armar o discurso de alguma sensibilidade ou razão, uma necessidade de ser que se equilibre justificadamente.
A importância que terá o nosso esforço já admite alguma margem para o pudor, mesmo que artificial (mera elegância), de qualquer modo não devemos ter tanta pressa em acreditar que a nossa será a última palavra. Mas então também é fútil e desesperado aquele esforço de quem não deixando de nos ignorar, persiste no ataque, quase obsessivo, deixando sempre de lado a função das nossas ideias e dispensando-se de propor quais os elementos onde pecam e se mostram fragilizadas.
Falar em vaidade não serve. Até porque o que se percebe desde logo é que estamos perante uma outra vaidade que simplesmente se choca por não estar a sós, ou por não estar entre outras que a animem. Segue-se então um chasquear gratuito, sem substância nem outra função. Puro ressaibo.
O que é cansativo dia após dia é ser-se alvo de forma insistente, quando não descarada, de um covarde que se furta a nomear-nos, mas não deixa de recordar a hora, o lugar e mesmo a roupa com que estávamos vestidos anteontem, ontem, hoje... Amanhã seguramente, e sempre que nos vir.
A importância que terá o nosso esforço já admite alguma margem para o pudor, mesmo que artificial (mera elegância), de qualquer modo não devemos ter tanta pressa em acreditar que a nossa será a última palavra. Mas então também é fútil e desesperado aquele esforço de quem não deixando de nos ignorar, persiste no ataque, quase obsessivo, deixando sempre de lado a função das nossas ideias e dispensando-se de propor quais os elementos onde pecam e se mostram fragilizadas.
Falar em vaidade não serve. Até porque o que se percebe desde logo é que estamos perante uma outra vaidade que simplesmente se choca por não estar a sós, ou por não estar entre outras que a animem. Segue-se então um chasquear gratuito, sem substância nem outra função. Puro ressaibo.
O que é cansativo dia após dia é ser-se alvo de forma insistente, quando não descarada, de um covarde que se furta a nomear-nos, mas não deixa de recordar a hora, o lugar e mesmo a roupa com que estávamos vestidos anteontem, ontem, hoje... Amanhã seguramente, e sempre que nos vir.
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